sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Infância Enganada.

Hoje descobri algo que me preocupou. Ai vai o que eu tirei disso.

Aurora dos meus 12 anos

Sinto falta desse tempo onde ser feliz só dependia se o dia estaria ensolarado e se teríamos uma bola pra jogar na quadra. Sinto falta de poder correr por ai, brincar de pique-esconde e rir quando alguém caia no chão. Tenho saudades de bater nos meninos e apanhar de volta. De sair chorando pra professora porque apanhei. Lembro de como era ter a certeza de que o amanhã seria tão feliz quando o hoje. Lembro que matemática era só matemática, letras eram coisa de português e português ainda era uma matéria só. 
Aos 12 anos, eu pensava que ia casar com o primeiro cara que eu beijasse. Um cara, porque pra mim, casais eram formados por uma mulher e um homem. De vez em quando, um homem e duas mulheres. Não sabia que existiam outras possibilidades, melhores possibilidades. Não sabia que eu tinha uma escolha e que as pessoas teriam que me respeitar por isso. Era uma época que eu pensava que ia casar virgem e fazia disso o plano maior da minha vida. Aquilo era importante, não é mais. Sonhava em casar de branco numa igreja enorme, com muitas pessoas que eu nem tinha conhecido ainda, mas sabia que eram todos meus amigos.
Tenho saudades de quando o pior xingamento era "gorda" ou "feia". Quando alguém te chamava de algo pior, levava bronca porque você ia contar chorando pra professora. Sinto até falta de não saber brigar. Sabia bater, mas não brigar. Sinto falta de poder ter um amigo sem nenhum tipo de malícia. Computador era coisa de gente descolada, ninguém sabia mexer. Ter um The Sims era o top da vida social. Criar um orkut fake te fazia ser o melhor da sala. Lembro de como era ter um celular que só fazia chamadas e tinha despertador. Era super legal se sentir o máximo não tendo quase nada.
Apesar de não fazer muito tempo que nós passamos, ou pode fazer, não importa, sabemos como foi sentir aquilo. Se sentir livre de si mesmo. Fico triste pelas crianças de hoje. Ter 12 anos não é o mesmo pra elas do que foi pra mim. O 10 é o novo 12 e daqui a pouco nem isso mais teremos. Queria poder dizer que isso me preocupa, só não é isso. Sei que aos 17 também perdi muito do que deveria estar vivendo se fosse há 10 anos, há 20 anos. Espero que essas crianças não tenham os arrependimentos e vontades de uma vida que eles conheceram e abandonaram antes do tempo. Todos a abandonaram antes do tempo. 
Um dia, eu espero, as pessoas irão entender que ser criança pra sempre é a coisa mais feliz que se pode acontecer. Até lá, deixamos que esses bebês brinquem de mulheres e homens, enquanto deveriam estar brincando de sonhar com bonecas e carrinhos.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mil e uma formas de amar.

Quem nunca ouviu ou falou um "eu te amo"? Essa está entre uma das frases mais faladas e ouvidas pela mundo todo.

E eu esqueci o que ia falar. ._.' Aé. xD Continuando.

Alguém já parou pra contar quantos tipo de amor existem? Amor paternal, maternal, fraternal, de namorado, de amigo, de melhor amigo, de casal, passageiro, eterno, incondicional, selvagem, irônico, cômico, platônico, companheiro, doentio, secreto, fulminante e mais um milhão de outros. Mas alguém já parou pra pensar em qual é o mais forte?

O conceito de amor é algo imesurável. Como se pode medir algo que cada um sente ao seu modo e com uma intensidade? Dizer que meu amor é maior que o seu, ou o que o seu é relativamente maior, ou figurativamente mais intenso, ou que amor é tudo igual são vícios nossos e cientificamente impossível de se provar. Entretanto, a graça do amor é essa. Cientificamente impossível de provar uma ova. Quem está apaixonado não liga pra isso. Não liga pra lógica, razão, distância, sexo, idade ou número de erros gramaticais numa frase simples. Acreditem ou não, esse último conta pra caramba.

Se você for um cientista virgem que nunca conheceu uma boa garota, ou um bom garoto (quem sou eu pra julgar?), e nunca sentiu aquele arrepio ao sentir o toque da pessoa amada, ou aquela pontada quando sabe que ela tá dando atenção pra outro e não pra você, ou até mesmo a dor de ser abandonado e ter o coração partido, você dirá que amor é apenas uma mistura de hormonios e secreções de todo o tipo que por acaso nosso corpo expeliu quando viu determinada pessoa.

Sorte que vocês não são pessoas da ciência, hum?

Gente, acho que não consegui seguir bem o tema a risca, mas penso que não ficou tão detestável quando meu senso crítico diz que ficou. Espero que todos aqui já tenham amada, estejam amando ou amem algum dia, é uma coisa linda, sério. Até coisas tristes parecem mais coloridas. Conseguimos sorrir num dia de prova, vê se pode! Vou colocar ali em baixo umas músicas que eu ouvi enquanto redigia essa coisa que vocês irão ler. Amo vocês.


Músicas ou sugestões que você não deveria aceitar se não está apaixonado.

- I Love You - Avril Lavigne
- Wish You Were Here - Avril Lavigne
- Nada Normal - Vitor e Leo
- Eu sou - Vitor e Leo
- She's Not Crying Anymore - Billy Ray Cyrus
- Juniherz - Christina Stuemer
- Love Is Here - Sonohra
- Quem Inventou o Amor? - Legião Urbana
- Tempo Perdido - Legião Urbana
- Sorry, Blame On Me - Akon
- Together We Will Live Forever - Clint Mansell

P.S.: Hoje temos agradecimentos especiais a duas pessoas que eu amo demais e de modos diferentes. A Kame.On.Bea e a Tiiko_neko. Ambas me inspiraram (e atrapalharam) a escrever esse post. Amo vocês, demais, suas lindas. Aé, batam nelas pelo atraso, mais na Bea que na Tico. u-u -q

sábado, 15 de outubro de 2011

Esse desabafo foi as duas...

Boa noite. To sem paciência pra apresentações hoje, então vamos ao texto.

Cara, to aqui na minha sala, ouvindo o top da depressão no quesito música, e sozinha. A pessoa que eu amo não está aqui. Pra dizer a verdade, ninguém está aqui. É uma merda ter a imaginação de um escritor, mas os hormônios de uma garota de 17 anos. O que acontece com essa combinação fatal? Morte? Não. Digamos que um leve surto de tristeza, nada grava, apenas um surto. 

Normalmente as pessoas normais tentariam não pensar ou tentariam ficar feliz, mas eu não sou assim. Haha, eu sou estranha, to sabendo, nenhuma novidade. A coisa é que, eu penso nessa pessoa com todos as exs, os exs, o caramba a quatro e dane-se, dela. Não que eu ache que eu estou sendo traída e mimimi. To só com aquele sentimento egoísta do que é meu tem que ficar comigo. Não gosto de ninguém tocando no que me pertence. 

Sentimentos egoístas e possessivos, you sucks. D: 

Gente, eu não gosto de pensar que essa pessoa já foi tocada, já beijou alguém, já foi beijada, já sorriu por outra pessoa que não fosse eu. Não tenho culpa, eu me importo demais com esses sorrisos e com esses beijos pra compartilhá-los com outra pessoa. Pior, com outras pessoas que eu nem conheço, outras pessoas pela qual ela já disse "eu te amo". Porra, eu sei que já disse isso, já fiz isso, mas sei o quanto é diferente. Acredito que pra ela também seja, mas por que raios eu não posso ficar irritada quando penso nisso? Perai, eu posso. =3 É um fato geral que resume a situação é que isso é um saco.

Um problema maior, essas informações se tornam imagens na minha cabeça e essas merdas ficam girando e voltando. Eu sou boa com visualizações, coisa da minha imaginação mega fértil, posso imaginar qualquer coisa. Normalmente isso é bom, mas não é quando eu to sozinha e cansada demais pra discutir com a minha consciência que tá me mandando calar a porra da boca e ir dormir.

Avril,  você não tá ajudando. D:

Ok, resumo geral e rápido do post da madrugada: eu to cansada, sozinha, com lembranças tensas da noite de quinta pra sexta (não foi legal, eu chorei), ouvindo uma música super fofa e tristinha e right now I wish you were here.

Não tendo um motivo certo pra ter imaginado tudo isso e não sendo a primeira vez, eu apenas fiquei com vontade de gritar num lugar onde eu sei que alguém vai dificilmente ler, só ela, justamente quem não deveria ler. xD

Agora vou ver o que faço da vida porque são, sei lá, quase duas da manhã e eu to aqui. Boa noite pros corujinhas de plantão que não estão lendo isso.

Música do post - Avril Lavigne - Wish You Were Here.